Diversidade e igualdade entre humanos

É comum afirmar que todos os seres humanos são iguais. Mas também é senso comum ver apenas o que está na superfície, e assim achar que esta afirmação poderia estar equivocada. Pois a princípio vemos valor em algumas características segundo nossa própria cultura e formação. Por exemplo, o jeito de falar, de vestir, a cor dos olhos, pele, cabelo, a religião, se homem, se mulher, se jovem, etc. Cada um de nós tem seu conjunto de informações que trazemos de nossa formação, da infância, dos lugares que frequentamos, das pessoas que nos ensinaram.  Ou seja, antes mesmo de conhecer de fato alguém, já temos um julgamento efetuado pelos conceitos que aprendemos desde a infância, um “pré” julgamento.

Por definição: preconceito
substantivo masculino
  1. 1. qualquer opinião ou sentimento concebido sem exame crítico.
  2. 2. sentimento hostil, assumido em consequência da generalização apressada de uma experiência pessoal ou imposta pelo meio; intolerância.
    “p. contra um grupo religioso, nacional ou racial”

Novamente, sem análise, podemos cair na generalização, no senso comum, na aparência e superficialidade. Vamos ouvir coisas como “O fato de uma mulher ser capaz de amamentar seu filho – enquanto o homem nem sequer engravida – não pode ser considerado uma diferença pequena. Tampouco é pequena a vantagem que as pessoas de raça negra possuem sobre os brancos no que se refere à suscetibilidade ao câncer de pele induzido pela exposição ao sol.” E um argumento assim parece fazer sentido, mas na verdade, só são fatos biológicos. Outros são fatos culturais, religiosos, etc, fatos estes que não fazem diferença na essência humana.

Somos levados pelo comportamento competitivo a classificar tudo. Coisas, pessoas, lugares, situações. Temos aquela régua mental para medir o que é melhor, pior, superior, inferior, bonito, feio. O que esquecemos é que estas “medidas” são relativas. Para ser melhor, algo tem que ser pior e assim por diante. O que nos leva a perguntas como: E para seres humanos podemos usar todas essas réguas? E o que é que nos faz iguais se somos todos tão aparentemente diferentes?

“Imagine duas pessoas que apresentem centenas de diferenças entre si, mas que cada uma tem características que oferecem vantagens e desvantagens em um dado ambiente. No final, a diferença entre elas fica pequena e tão dependente do meio ambiente em que vivem que se torna impossível julgar se alguém é superior ou inferior. O exemplo clássico de como uma característica pode ser vantajosa ou desvantajosa dependendo do ambiente é o caso da mutação que provoca a anemia falciforme. A doença, presente entre as populações africanas, é desvantajosa à primeira vista e foi inicialmente caracterizada como doença genética. Mais tarde se descobriu que essa mesma mutação aumentava a resistência das pessoas à malária. Na África, a mutação dá vantagem aos seus portadores. Em lugares sem malária, é uma desvantagem. Afinal, quem é superior? Quem tem ou não a mutação? Depende. Resultados semelhantes foram obtidos para a dislexia. Pessoas com dislexia têm dificuldade para ler e escrever. Elas trocam letras e muitas vezes também têm dificuldade em se expressar oralmente. Recentemente, um estudo da Universidade de Londres descobriu que uma fração desproporcionalmente alta de empreendedores bem-sucedidos apresenta dislexia. Na Inglaterra, esse número chega a 35% dos empreendedores, uma porcentagem três vezes maior que a frequência de disléxicos na população. Quando os pesquisadores analisaram o motivo desse desvio, descobriram que pessoas disléxicas têm uma maior capacidade de liderança, pois delegam com facilidade, se concentram na elaboração de estratégias e na coordenação do trabalho da equipe. Isso demonstra que a dislexia, classificada e tratada como doença em grande parte das escolas, pode se tornar uma vantagem para quem vive em ambientes que valorizam o empreendedorismo. Os exemplos mostram quão difícil é classificar como superior ou inferior uma característica que varia entre membros da espécie humana. Se imaginarmos que há centenas de características como essas, fica claro que, apesar de cada um de nós ser único, é impossível afirmar que um indivíduo é superior ou inferior a outro. (FONTE:https://emais.estadao.com.br/noticias/geral,diversidade-e-igualdade-entre-humanos,95239)

Não há resposta mais simples e direta que o fato principal: estamos vivos, ficamos tristes, felizes e nos relacionamos com o mundo ao redor. Como você pode medir se a dor do outro é menor ou maior que a sua?  Se a paz que sentimos ao abraçar quem nos ama é melhor, pior, superior, ou inferior?! Essas palavras parecem absurdas se ouvirmos em relação a nós mesmos. Pense, por um momento, como você se sente se alguém julgar você como pior que outras pessoas, por uma característica sua, seja ela qual for, sem saber quem é você. Pense o que você sente quando vê uma injustiça, uma maldade sendo cometida. E vamos mais longe! Você teria coragem de infringir sofrimento propositalmente a qualquer ser vivo?

Primeiro, quando nos apressarmos em julgar olhando por cima, pela aparência, sem conhecer, lembremos que isso é preconceito! Por definição, é um sentimento hostil. Depois, lembremos que réguas são para coisas, não para pessoas.

Que seu dia seja ótimo e a reflexão de hoje faça você passar adiante um sorriso e um olhar amigo ao próximo.

Pesquisa: Gabriela Lazzari
Texto:Márcia Borlenghi

Projeto RH GOLIN

Amanda S.C. Fernandes – Gerência RH
Luciana Germano – Conteúdo Institucional
Márcia Borlenghi – Design, revisão e curadoria conteúdo cultural

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