Carreira e aprendizado permanente: Lifelong Learning!

O mundo está em evidente transformação. Mais que nunca, as mudanças ocorridas em decorrência da pandemia, nos obrigam a repensar tudo. De carreira a vida pessoal, tudo se transformou. E muitas dessas alterações da nossa rotina, vieram para ficar.

Curiosamente, mesmo antes da pandemia, já havia sinais de que algo aconteceria. Trouxemos aqui no nosso blog, algumas postagens sobre carreira que apontavam para o trabalho remoto, automação de muitos processos, os receios, as necessidades.

Hoje vamos trazer um tema interessante: o Lifelong Learning, que significa aprendizado ao longo da vida, ou aprendizado permanente, ser o “eterno aprendiz” no melhor sentido!

A matéria que traremos é da revista VC S/A:

Lifelong Learning: o desafio de ser um eterno aprendiz

A maioria acredita que a responsabilidade pelo desenvolvimento contínuo é do empregador. Trata-se de um erro: a iniciativa precisa partir de você.

O conceito é antigo (…) Nos anos 1960, o Conselho da Europa já propunha “educação permanente” para atender às demandas da sociedade na época. Com uma abordagem mais ligada à economia, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento (OCDE) lançou, em 1973, o manifesto Recurrent Education: A Strategy of Lifelong Learning, propondo a alternância de trabalho e educação para toda a vida, e frisando a importância de se promover a aprendizagem em ambientes formais e informais – ou seja, não apenas na sala de aula.

O que já vinha sendo discutido aí é que concluir um curso universitário e depois emendar um MBA ou outro tipo de especialização não é mais suficiente para o seu aprendizado relacionado ao trabalho – e à vida. “O próprio termo ‘formado’, quando se termina a faculdade, dá a entender que você já aprendeu tudo o que tinha para aprender, e então não tem mais necessidade de buscar conhecimento”, explica Conrado Schlochauer, Ph.D em Psicologia da Aprendizagem e autor do livro Lifelong Learners – O poder do aprendizado contínuo. “É uma mentalidade ultrapassada, que não cabe mais para um profissional que precisa estar sempre atualizado.”

A teoria estava pronta. Mas a ideia de que os profissionais se mantivessem aprendendo ao longo de toda a carreira – e de várias maneiras – só foi colocada em prática, de verdade, há coisa de poucos anos. Por conta de dois fatores: tecnologia e longevidade.

Novos imperativos

Do ano passado para cá, qualquer profissional em home office sentiu na carne a necessidade – urgente – de adquirir habilidades que nunca tinha visto nos treinamentos da empresa. Zoom, webinar, lives… Saber mexer com isso virou imperativo na pandemia para muita gente. Mas a importância do aprendizado contínuo não se resume às exigências do distanciamento social.

A velocidade do surgimento de novas tecnologias – coronavírus à parte – tornou obrigatório desenvolver novas competências. O e-commerce já era uma realidade antes da crise sanitária. Agora já se vende até pelo WhatsApp. E o marketing digital não perdoa: todo executivo ou empreendedor tem de entender um tanto de engajamento, de algoritmos do Google, da rede social que estiver mais em voga… Até ontem essas necessidades nem existiam. E amanhã o conhecimento que você tem hoje sobre elas talvez já esteja ultrapassado.

Além disso, a evolução das tecnologias, ao mesmo tempo que está jogando para a Idade da Pedra algumas profissões, cria outras. Um exemplo? Produtor de videoconferência. Sim, um workshop para 50 pessoas por Zoom não pode dar pau toda hora, e os coordenadores precisam estar focados na condução do evento, não na parte técnica – é impossível prestar atenção aos participantes ao mesmo tempo em que você se enrosca para colocar um gráfico em primeiro plano ou verifica por que o áudio do palestrante não está on.

Os 60 são os novos 20?

Tanto quanto as inovações tecnológicas, os novos padrões de longevidade impõem a busca pelo aprendizado hoje e sempre. Na década de 1940, um profissional de 50 anos já podia estar contando as horas para a aposentadoria. Segundo o IBGE, naquela época, as pessoas nessa idade tinham, em média, mais 19 anos de vida pela frente. Hoje, o mesmo cinquentão costuma ter mais 30 primaveras diante de si. Muito tempo – ainda mais com a dificuldade do brasileiro para se aposentar com alguma dignidade.

Segundo Lynda Gratton, psicóloga britânica que estuda o impacto do aumento da expectativa de vida na sociedade, os conceitos de meia-idade e velhice precisam ser revistos.

Antes, a trajetória profissional podia ser dividida em três estágios: estudo, trabalho e aposentadoria. Gratton agora propõe que já alcançamos um período “multiestágio”, em que essas fases se confundem e se misturam.

Antigamente, se você soubesse a idade da pessoa, era fácil adivinhar em qual desses estágios ela estaria. Agora não. Uma pessoa de 70 anos pode estar plenamente ativa em sua profissão. E o contrário acontece também: organizando direitinho, dá para ter miniaposentadorias muito antes de envelhecer, caso dos períodos sabáticos. Além disso, em qualquer idade o indivíduo pode – e deve – estar estudando. Aprender continuamente é a fonte da juventude de uma carreira.

“É matemática: se eu vivo mais e as tecnologias mudam mais rápido, só consigo resolver isso com uma busca de aprendizado constante”, resume Conrado Schlochauer. Você não pode parar sua aprendizagem nunca, porque as tecnologias mudam todo dia, e sua empregabilidade depende de dominar uma série delas. E porque você está vivendo – e trabalhando – mais: a realidade da sua área de atuação, quando você tem 60 anos, certamente tem pouco, ou nada, a ver com a de quando você recebeu seu primeiro salário.

(…)

O CAMINHO DAS PEDRAS

E você? Está pronto para ser um lifelong learner? Fernando Luciano, da Vivo, aponta um bom caminho: “É importante ter curiosidade sempre. Ler pelo menos um livro por mês, clicar numa notícia de um tema que você tenha pouco conhecimento.

Quanto mais nós lemos e descobrimos coisas novas, mais ficamos interessantes como seres humanos. E também ficamos mais interessantes como profissionais aos olhos das empresas”.

Carolina Zwarg, da Porto Seguro, acrescenta o autoconhecimento como ponto de partida para ser um aprendiz para a vida toda. “É importante se conhecer, saber quais são seus pontos fortes e também suas necessidades de desenvolvimento dentro do mercado em que você está inserido. Com isso, as pessoas podem ter sua carreira na mão e parar de esperar pela empresa.”

Curiosidade, autoconhecimento e coragem para assumir a responsabilidade pela própria jornada de carreira. É desse estofo que são feitos os profissionais capazes de aprender sempre. Se você ainda não é um deles, seja. Nunca é tarde para começar, e nunca haverá o momento de terminar.

(…)

Leia a matéria integral em: https://vocesa.abril.com.br/carreira/lifelong-learning-entenda-porque-o-aprendizado-nao-tem-data-para-acabar/

Por Alexandre Carvalho | Edição: Alexandre versignassi | Design: Tiago Araujo | Ilustração: Camila Gray Atualizado em 26 jul 2021, 11h35 – Publicado em 5 jul 2021, 14h58

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