A violência contra a mulher

A violência atinge mulheres e homens de formas distintas. Grande parte das violências cometidas contra as mulheres é praticada no âmbito privado, enquanto que as que atingem homens ocorrem, em sua maioria, nas ruas.

Um dos principais tipos de violência empregados contra a mulher ocorre dentro do lar, sendo esta praticada por pessoas próximas à sua convivência, como maridos/esposas ou companheiros/as, sendo também praticada de diversas maneiras, desde agressões físicas até psicológicas e verbais. Ao invés de uma relação de afeto e respeito, existe uma relação de violência, que muitas vezes é ignorada por estar atrelada a papéis que são culturalmente atribuídos para homens e mulheres. Tal situação torna difícil a denúncia e o relato, pois torna a mulher agredida ainda mais vulnerável à violência. Dados de 2006 a 2010 da Organização Mundial de Saúde, informam que o Brasil está entre os dez países com maior número de homicídios femininos. Ainda mais alarmante quando se verifica que, em mais de 90% dos casos, o homicídio contra as mulheres é cometido por homens com quem a vítima possuía uma relação afetiva, com frequência na própria residência das mulheres.

Um dos instrumentos importantes para o enfrentamento da violência doméstica e familiar contra as mulheres é a Lei Maria da Penha – Lei nº 11.340/2006. Esta lei, além de definir e tipificar as formas de violência contra as mulheres (física, psicológica, sexual, patrimonial e moral), também prevê a criação de serviços especializados, como os que integram a Rede de Enfrentamento à Violência contra a Mulher. Outro instrumento poderoso é a informação, pois estarmos cientes de que é um ato de violência não é aceitável, une pessoas em defesa daqueles que precisam de ajuda.
Não se cale! Ajude.

Medo, vergonha de se expor, dependência financeira do companheiro e não confiança na justiça são os principais motivos pelos quais as mulheres que sofrem algum tipo de violência não procuram ajuda. Este dado integra a 2° edição do Jusbarômetro SP – Barômetro da Justiça de São Paulo – Violência contra a Mulher, encomendado pela Apamagis (Associação Paulista de Magistrados). O estudo foi feito pelo Instituto de Pesquisas Sociais, Políticas e Econômicas (Ipespe) entre os dias 21 e 24 de agosto de 2021. Foram entrevistadas mil mulheres com idades acima de 18 anos em todo o estado de São Paulo.

Em janeiro haverá um evento de apoio e conscientização sobre a violência contra as mulheres. Participe. Informe-se.

 

Projeto RH GOLIN

Amanda S.C. Fernandes – Gerência RH
Luciana Germano – Conteúdo Institucional
Márcia Borlenghi – Design, revisão e curadoria conteúdo cultural

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